sábado, 22 de outubro de 2011

Bolhas de sabão.

Meu corpo dói,
sinto que nunca doeu tanto
assim em toda a minha
vida.

Mas uma garota um vez
me disse que essa
sensação engana.

É incrível como
eu lembro perfeitamente.
As cores e os
jeitos e os
trejeitos.
Até o tom da voz.

Talvez eu nunca tanto.

Aquela música
daquele filme, na minha
cabeça, meu
pescoço dói, mas
até que gosto.

Eu até gosto dessa dor toda, sei
que é meio sádico, mas faria tudo
de novo.

Admito que sanidade não é
bem o nosso forte.

Futebol americano de madrugada?
Tsc...

Lembrei!
Thousand miles
é o nome da música.

Talvez só essa sensação
de tomar um banho gelado
e sentir os meus músculos
chorando por uma cama.
Talvez só esse sono, com
essa música de fundo e
esse tempo gasto escrevendo.
Talvez só isso bastasse,
talvez fosse feliz
com dezenas de dias desses.

Só fico meio chateado
de quando em quando.
Lembro de coisas
que me incomodam,
eu tenho medo do
destino que escolhi.

Ainda estou tentando
entender porque escolhi desse jeito.

Vi num filme
que as nossas escolhas
já foram feitas há muito
e que só estamos tentando
entender o porque de termos escolhido assim.

E eu realmente queria entender.

Eu diria que a vida
é bem complicada.

Eu também diria que
essa complexidade
é o que me excita [...]

[...] Eu sempre dou risada
quando ouço essa música, mas
eu ainda amo o piano. [...]

[...] Não sei bem
o que fazer, dizer.

Talvez devesse virar budista
e meditar, talvez devesse
cuidar de pinguins feridos
no pólo sul, talvez
devesse me dedicar a proteger
animais e a flora.
Talvez devesse ficar aqui
pra sempre, talvez
devesse parar de escrever.

Talvez eu apenas goste
de falar talvez.

Acabo de perceber o quão
informalmente estou escrevendo
este texto.
Talvez isso se deva ao fato dos dois
últimos terem sido bem complexos.
Ou pelo fato da minha fadiga extrema.

Permito uma realidade que não
costumo deixar passar.

Acabo de me lembrar
da conversa dos
garotos fumantes.

Sobre a areia, falando sobre o sol e o mar;
Sobre qualidades, defeitos e egocentrismo;
Sobre carros, mulheres e drogas;
Sobre hoje e amanhã e algumas merdas
do passado.

Algumas vezes o tão pouco é
tanto...

Acho quase uma arte amar
tanto olhar o mar.
Acho quase uma arte tanto
olhar para o mar e amar.
Acho quase uma arte amar
tanto o olhar do mar.
Acho quase uma arte
amar tanto te olhar.
Acho quase uma arte
ter algo para amar.
Acho quase uma arte
o beijo salgado do mar.
Acho uma arte
amar.

Acho quase um defeito
se contentar com tão pouco.

Mas se for pensar, o pouco é
tanto pra mim que seria ganância procurar
a mulher mais bonita, o carro
mais veloz e o mar mais límpido.

Não sei, me contento
com o cigarro mais barato, com
a companhia mais ralé,
com o carro mais um ponto zero possível,
com as piadas mais idiotas, com as noites
mais simples.

Mas, admita, é muito melhor
do que procurar cegamente
por uma perfeição que
não existe.

Tudo que quero
é sua companhia
enquanto estouramos
bolhas de sabão
num quintal qualquer.
Tudo que eu quero
é você, sob
o nascer do sol, depois
de um vinho mais
ou menos, com muito
sono.

Acho que em relação a detalhes sou
muito mais ganancioso.

Nossa, ainda tem areia nos meus olhos...

Deixando pra lá
toda essa riqueza de detalhes:

Tudo que quero agora é
um café forte, um chocolate e
um cigarro, daqueles bem fortes, longos e com gosto de menta que só eu fumo.
Ah, e eu quero uma massagem também.

Nossa, daria tudo por uma massagem sua.

Vou parar de escrever ou nunca
pararei. Boa noite,
aliás, bonita noite.
Gosto de noites assim.







nota de rodapé:
Gostei do título,
pergunte-me porque.

13 comentários:

  1. Você escreve tão bem que tenho vontade de te conhecer só pra ouvir algumas palavras da tua boca.

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  2. Amei, vc escreve muito bem , adooorooo =D

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  3. É incrivel como você vai viajando entre pensamentos e do nada troca de um assunto pra outro e cada verso você põe uma magia diferente. Vou ler de um por um...

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  4. Porque, Bolhas de Sabão? adoro bolhas de sabao, fiquei mto curiosa agora. Mas acho que ficaria mais curiosa ainda, se o Blog fosse meu e um anonimo escreve três comentários seguidos :O
    Me avisa quando responder.
    Aproposito eu tbm daria mto pra te conhecer pessoalmente. Uma boa conversa com vc seria interessante o/

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  5. Na verdade foram pessoas diferentes, quer dizer: Eu sei quem é a segunda pessoa. já o primeiro e o terceiro só desconfio.

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  6. Facuri sempre sabe! OKSAOKASKO
    Maldição, quero dormir e estou aqui lendo esse post porque você disse que era bonitinho ><'

    Dois garotos fumantes. Tu e o Miau ? [/sempre estragando a surpresa em Tábata Borges]
    Thousand miles é roox. Não conte a ninguém!
    Que outra garota tem experiência em dores e sensações que enganam, hum?

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  7. Na verdade: Eu, gabriel e miau. E sobre a garota é uma longa história.

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  8. Uma garota qualquer23 de outubro de 2011 09:34

    Perfeito, do título ao rodapé.

    Acho quase uma arte amar
    tanto olhar o mar.
    Acho quase uma arte tanto
    olhar para o mar e amar.
    Acho quase uma arte amar
    tanto o olhar do mar.
    Acho quase uma arte
    amar tanto te olhar.
    Acho quase uma arte
    ter algo para amar.
    Acho quase uma arte
    o beijo salgado do mar.
    Acho uma arte
    amar.


    Acho quase impossível ler isto
    e não me apaixonar.

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  9. Acho quase maldade você vir aqui
    dizer isto e não se identificar.

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  10. Fazia algum tempo que não me apaixonava por um texto.

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  11. hsuahsuahsuahsuahsuahu' TE ADD NO FACE,
    E meu msn é: melissinhalobo@hotmail.com
    o seus anônimos estão interessantes em hsuahsuahsuahu

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  12. Lindo o snoopy, linda essa cor, ficou tão suave e tão impactante. Você me surpreende a cada dia com esse blog. ♥

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