quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Absinto, muito.

São poucas as pessoas
que eu carrego comigo.

Poderia contar nos dedos
as pessoas que eu quero
junto a mim.

Já que você quis remexer tanto
nos passado, vou te
contar uma história.

Eu sei que já te disse isso, mas
eu me relaciono com pessoas
por interesse. E
nunca tinha cometido
uma exceção até então.

Conheci um cara, que
tocava guitarra, não tinha dinheiro,
não tinha vida social, não
tinha nem a capacidade
de falar direito.

Só tinha um gato, uma guitarra e
um lápis 2B.

Tem horas que eu realmente
acredito em Deus.

Eu geralmente maltrataria,
menosprezaria
uma pessoa chata como você.
Mal sabia conversar pelo msn.

Aí eu te disse que não queria tocar
guitarra. Sei lá, eu amo tanto
tocar guitarra, mas ao mesmo tempo
não é algo pelo qual eu
possa me dedicar tanto.

E de novo, por um
motivo que não sei explicar
eu não parei de falar contigo.

Estranho.

Eu só me relacionava com você
pelas aulas de guitarra, mas daí
então eu decidi te
mostrar um pedaço de algo
que você não tinha muita noção.

E você evoluiu muito, desde então.

E eu não digo isso porque você fuma
ou porque você bebe.
Ou porque você bebe, fuma, usa drogas
ou qualquer coisa do tipo.

Você evoluiu mesmo como pessoa.
Tem objetivos, vontades, disposição.

Eu sempre menosprezei você, mas agora
você tem até a capacidade de me fazer rir.
Ninguém faz o Facuri rir.

É estranho.

Mas eu finalmente posso dizer, com convicção
que você não é só mais um cara
inútil.

Agora eu posso dizer algo
como amizade, agora
em vejo interesse.

Por isso, é melhor continuar
treinando poker
pois ainda haverão muitas partidas;
Muitas bebidas, muitos maços,
muitas saídas pra qualquer parte,
muitas voltas de carro, muitas
histórias pra contarmos,
muitas merdas para fazermos,
muitas músicas pra criticarmos e
muitas conversas para conversarmos.









Tem um cigarro aí?

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