Passei algumas noites
sonhando com armas
e sangue
pra esquecer a sensação
de tocar em você.
Comecei a beber
e no meio da bebedeira
fiquei com mais vontade de me
embebedar.
Meus sonhos não se decidem,
minha mente já está viciada
e eu já escrevo
coisas sem sentido
sem perceber.
Procuro alguém,
alguma razão,
uma ideologia.
Meu humor tem mais fases que a lua
e ontem mesmo
eu era a pessoa mais feliz do mundo
e agora, não que eu esteja triste,
provavelmente só estou bêbado.
Estava feliz,
por estar com aquela amiga de velhos tempos,
loira, que peguntou dos amigos quase falecidos
dos tempos de escola
eu estava feliz, mesmo quando o rapaz com o mesmo nome que eu
contou histórias mais divertidas do que as que eu sequer
conseguia imaginar.
E hoje estou triste,
não quero mais pensar,
só quero que me reguem
e me carreguem.
E hoje,
poderia escrever as coisas mais tristes
que já foram escritas
e poderia escrever mais e mais
e incrementar este texto até ser o mais triste
e o mais bonito que alguém já leu, mas aí,
eu só estaria copiando Neruda.
Tirem estas latas de cerveja daqui,
me dêem coragem
e vão embora, esta doença
tem nome.
E este texto eu nem devia publicar...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Prima de quinto grau.
Feliz de dia,
triste de noite
é estranho, mas
compreensível.
Na verdade
é uma verdade triste
porque de noite ele pode pensar.
O guri sabe explicar
porque as pessoas vivem
pelo que elas morrem
e porque elas tentam amar.
O guri só não sabe explicar
porque anda pensando tanto
na guria dos cabelos perfeitos
que não pode andar.
Não sei se é pelo rato,
- com todo respeito a Felícia -
pelo video-game
ou pelos óculos.
O guri nem sabe
porque dentro de tantas pessoas
que quiseram estar por estas linhas
ele escolheu falar dela.
E quando ela pergunta
no que ele andou pensando
ele fica sem graça de falar.
Mas quem sabe,
no dia em que ele se aproximar ao máximo
da figura endeusada pelos clérigos
possa criar tais asas
e voar pra lá.
O guri já quis explicar
porque as pessoas vivem
pelo que elas morrem
e porque elas tentam amar.
Ele só não sabe explicar
porque anda pensando tanto
na guria que não pensa tanto nele.
Ele só não sabe explicar
porque anda sonhando tanto
na guria que ele mal conhece,
na guria que o fascina.
Mas quem sabe?
Talvez ele até saiba,
mas ainda não quer acreditar.
triste de noite
é estranho, mas
compreensível.
Na verdade
é uma verdade triste
porque de noite ele pode pensar.
O guri sabe explicar
porque as pessoas vivem
pelo que elas morrem
e porque elas tentam amar.
O guri só não sabe explicar
porque anda pensando tanto
na guria dos cabelos perfeitos
que não pode andar.
Não sei se é pelo rato,
- com todo respeito a Felícia -
pelo video-game
ou pelos óculos.
O guri nem sabe
porque dentro de tantas pessoas
que quiseram estar por estas linhas
ele escolheu falar dela.
E quando ela pergunta
no que ele andou pensando
ele fica sem graça de falar.
Mas quem sabe,
no dia em que ele se aproximar ao máximo
da figura endeusada pelos clérigos
possa criar tais asas
e voar pra lá.
O guri já quis explicar
porque as pessoas vivem
pelo que elas morrem
e porque elas tentam amar.
Ele só não sabe explicar
porque anda pensando tanto
na guria que não pensa tanto nele.
Ele só não sabe explicar
porque anda sonhando tanto
na guria que ele mal conhece,
na guria que o fascina.
Mas quem sabe?
Talvez ele até saiba,
mas ainda não quer acreditar.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Memórias.
[...] Ele voltou pela mesma rua,
viu as mesmas pessoas,
já havia reclamado tanto da vida por ali
mas desta vez ele estava com um tom diferente
nos olhos.
Ele parou,
na frente da mesma casa
de vários endereços
sentou e sentiu seu corpo
quente.
Não sabia se ria
ou se fingia ser forte
e não estar sentindo nada.
Mas o fato é que o guri sempre
- desde que o conheço -
quisera sentar ali com algo tão importante pra dizer
e ele disse com todas as letras,
em um filme talvez esta parte fosse o centro dramático
mas por ali
não recebeu um óscar, nem um abraço.
Recebeu ajuda pra levantar
e estava pouco se fodendo
pra onde iria andar.
O guri subiu em dois tijolos,
não um,
e discursou,
anotou a história
e contou
e recontou.
Dúzias de pessoas
o sentiram vivo pela primeira vez
mas parece que
sempre
lhe tiram a felicidade do rosto
por puro prazer.
Mas eu o ouvi
e ele disse:
" - Esta parte,
esta pequena parte da minha vida,
eu chamo de felicidade." [...]
viu as mesmas pessoas,
já havia reclamado tanto da vida por ali
mas desta vez ele estava com um tom diferente
nos olhos.
Ele parou,
na frente da mesma casa
de vários endereços
sentou e sentiu seu corpo
quente.
Não sabia se ria
ou se fingia ser forte
e não estar sentindo nada.
Mas o fato é que o guri sempre
- desde que o conheço -
quisera sentar ali com algo tão importante pra dizer
e ele disse com todas as letras,
em um filme talvez esta parte fosse o centro dramático
mas por ali
não recebeu um óscar, nem um abraço.
Recebeu ajuda pra levantar
e estava pouco se fodendo
pra onde iria andar.
O guri subiu em dois tijolos,
não um,
e discursou,
anotou a história
e contou
e recontou.
Dúzias de pessoas
o sentiram vivo pela primeira vez
mas parece que
sempre
lhe tiram a felicidade do rosto
por puro prazer.
Mas eu o ouvi
e ele disse:
" - Esta parte,
esta pequena parte da minha vida,
eu chamo de felicidade." [...]
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