Como posso dizer que sou
um homem maduro, se somente
carrego alguns fardos inúteis
na minha carteira?
Um homem maduro deveria
chorar por seres irracionais?
Todos os dias e todas
as noites as suas palavras
ofuscam minha visão.
Talvez seja por isso
que a lataria do meu carro
está amassada.
- Me veja um carro de silicone.
No fundo eu meio que desejei isso, nas
minhas esquetes tão sádicas.
É apenas outra sexta a noite
pra mim e meus acessórios idiotas,
as luzes estão prontas e o som ligado;
Ainda faltam duas horas e trinta minutos
e minha vontade é de gritar.
Eu não quero me importar, eu
só não sei como.
- Me veja mais duas doses.
Antes eu tinha medo da minha cozinha, mas
agora até gosto da companhia canina e
do barulho da geladeira.
No fundo eu nem sei no
que estou me tornando.
Parece que estou só me transformando
no que eu mais abominava:
Meu próprio eu.
- Me veja como nunca viu ninguém.
Os seus olhos vermelhos
me pedindo pra parar, talvez
tenham servido
pra muito mais do que você imagina.
Se não fosse isto, talvez
meu diamante negro
estivesse muito amargo hoje.
Isso me lembra de algumas mentiras, en-
graçadas.
- Me veja um cigarro.
Aliás, eu sou tão complexo, vejo
doce em tão pouco.
Mas, mais parece que hoje o destino
age contra mim. Me ofereceram
antidepressivos umas três vezes.
Não me fodam, oras.
Me esqueçam, oras.
Aliás, eu sou tão complexo, vejo
amargo no tão doce.
Aliás, eu sempre gostei do
sabor azedo dos sorvetes e
das tortas.
- Me veja uma torta de limão.
Deus, eu daria
tudo por uma noite.
E a minha caixinha de som
continua tocando sua
música lenta, sublime, calma e
elegante.
Talvez ela toque essa melodia singela
para todo o sempre.
Eu gosto tanto desse sentimento
que gostaria de sonhar com ele hoje;
Eu só quero uma noite perfeita de sono.
Meus sonhos;
Tão
simples e limpos
dançam alegremente
pela minha cabeça que
acha que sofre tanto.
Esboço um sorriso engraçado,
esquecendo a dor do peito
enquanto a sua verdade vai rasgando
uma entrada no meu coração
devagar, por longos
anos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Golden time lover.
Os dias curtos,
as noites longos,
quando eu começo?
Tinha tido tudo
que ele ouvia.
Seus pés cansados e
seu maxilar doendo, mesmo assim
cantava junto com o
homem que tinha idade pra ser seu pai e
tocava um violão desafinado e
sem acordes.
Urso do cabelo duro...
Só meu pai pode me chamar assim.
Sorria como se
não houvessem problemas no mundo, sorria
como se não houvesse um
mundo.
Nunca pensou
ser tão sociável e
o sol já machucava
sua vista.
A sua língua roxa
pelas sete da manhã, só
o lembrava do vinho que
tinha tomado depois de muito.
Juntou todas suas forças, num
último momento de lúcidez, com-
primentou a todos, arrancou sua
pulseira amarela, pensou em umas
coisas e deu uma risada idiota,
sozinho. Errando os fios ligou
sua caixa de som, olhou sem forças pro
computador e digitou meia dúzia de merdas;
Achou aquelas músicas que ele tinha
saudades de ouvir, deixou num volume baixo,
singelo e cantou um pouco junto,
olhando pro nada e o
nada sorrindo pra ele. Depois
disso ele só dormiu, um daqueles sonos
que não se pode ter todos os dias.
Bom dia, estou indo para
#goiânia. Vou ver mamãe e
tio Sérgio.
as noites longos,
quando eu começo?
Tinha tido tudo
que ele ouvia.
Seus pés cansados e
seu maxilar doendo, mesmo assim
cantava junto com o
homem que tinha idade pra ser seu pai e
tocava um violão desafinado e
sem acordes.
Urso do cabelo duro...
Só meu pai pode me chamar assim.
Sorria como se
não houvessem problemas no mundo, sorria
como se não houvesse um
mundo.
Nunca pensou
ser tão sociável e
o sol já machucava
sua vista.
A sua língua roxa
pelas sete da manhã, só
o lembrava do vinho que
tinha tomado depois de muito.
Juntou todas suas forças, num
último momento de lúcidez, com-
primentou a todos, arrancou sua
pulseira amarela, pensou em umas
coisas e deu uma risada idiota,
sozinho. Errando os fios ligou
sua caixa de som, olhou sem forças pro
computador e digitou meia dúzia de merdas;
Achou aquelas músicas que ele tinha
saudades de ouvir, deixou num volume baixo,
singelo e cantou um pouco junto,
olhando pro nada e o
nada sorrindo pra ele. Depois
disso ele só dormiu, um daqueles sonos
que não se pode ter todos os dias.
Bom dia, estou indo para
#goiânia. Vou ver mamãe e
tio Sérgio.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A verdade está lá fora.
Deu boa noite e
sonolento foi
guiando seu carro
seguindo seu rumo,
enquanto
tentava entender todas as
entrelinhas que
o vocalista depositava
dentre seus dreads.
Dores de cabeça seguidas
de mais dores de
cabeça e
o soro no pulmão foi
o que deixou ele
tentar respirar.
Talvez ele devesse parar, mas
não.
Ele via nostalgia, ele
via magia e
eu não consigo explicar
porque os olhos
dele estavam tão
opacos.
E quando ele fechava os
olhos, eu sentia o
brilho de tudo
em cima dele.
Um benson & hedges
para reafirmar
suas notas mentais.
Pessoas felizes
com suas metades
de histórias, pessoas
assustadas
com suas opiniões.
Talvez sua
expectativa o
estivesse enganando.
Enganado, pela sua
própria mente de novo.
Você devia aprender.
Talvez nem a
glória de mil homens
fosse suficiente, mas
ele não poderia saber
sem tentar.
Ele via coisas que desgostava na
rua. E pra cada uma delas
um trago longo no
seu cigarro mentolado.
Isto esta errado e
isto esta mais errado ainda, se
sentia o foda, enquanto mal
podia sair andando.
Muitas pessoas dizendo que
tinham atingido a perfeição e
eram tão sublimes quanto
seus respectivos deuses. Um
engano, acho.
Todos depositavam toda
sua esperança numa
terceira ou numa
quarta pessoa.
E ele se sentia acima, julgando,
dizendo que a verdade
estava dentro de cada um, que
a verdade estava o tempo todo
lá fora.
E cada um tem a sua própria verdade.
E eu continuo preferindo viver num mundo de mentiras enquanto esta tua verdade for absoluta.
Minhas mentiras pelo
menos são
doces.
sonolento foi
guiando seu carro
seguindo seu rumo,
enquanto
tentava entender todas as
entrelinhas que
o vocalista depositava
dentre seus dreads.
Dores de cabeça seguidas
de mais dores de
cabeça e
o soro no pulmão foi
o que deixou ele
tentar respirar.
Talvez ele devesse parar, mas
não.
Ele via nostalgia, ele
via magia e
eu não consigo explicar
porque os olhos
dele estavam tão
opacos.
E quando ele fechava os
olhos, eu sentia o
brilho de tudo
em cima dele.
Um benson & hedges
para reafirmar
suas notas mentais.
Pessoas felizes
com suas metades
de histórias, pessoas
assustadas
com suas opiniões.
Talvez sua
expectativa o
estivesse enganando.
Enganado, pela sua
própria mente de novo.
Você devia aprender.
Talvez nem a
glória de mil homens
fosse suficiente, mas
ele não poderia saber
sem tentar.
Ele via coisas que desgostava na
rua. E pra cada uma delas
um trago longo no
seu cigarro mentolado.
Isto esta errado e
isto esta mais errado ainda, se
sentia o foda, enquanto mal
podia sair andando.
Muitas pessoas dizendo que
tinham atingido a perfeição e
eram tão sublimes quanto
seus respectivos deuses. Um
engano, acho.
Todos depositavam toda
sua esperança numa
terceira ou numa
quarta pessoa.
E ele se sentia acima, julgando,
dizendo que a verdade
estava dentro de cada um, que
a verdade estava o tempo todo
lá fora.
E cada um tem a sua própria verdade.
E eu continuo preferindo viver num mundo de mentiras enquanto esta tua verdade for absoluta.
Minhas mentiras pelo
menos são
doces.
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