quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lembrete.

Não consigo
não posso
não devo
não sei.

Não aguento
não suporto.

Mas, eu não devo
não consigo
não posso
não sei.

Sou um,
um...
Sou a.

Não deveria
não seguro
não amo
não admito.

Deveria
sei
tudo.

Sinto
quero
me resta
apenas eu.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Be my last.

A chuva continua caindo
e estas mãos
não são capazes de segurar
nada.

Eu crio coisas
só pra destruir
e o vazio
toma conta de mim.

Um Deus,
que não era
tão Deus assim
nos trouxe álcool.

E daí por diante
não consegui
discernir
mais nada.

Até onde
eu sonhara?

Me esforço
pra compensar
o que não tenho.

Mas o sal
pesa muitos
quilos
em cima de mim.

Mal podíamos andar
mas eu
ainda vi coisas estranhas
entre os cacos de vidro
dos copos quebrados
e da festa
fracassada.

Beijos e tapas
enquanto estava
me escondendo da chuva
numa banca de jornal.

Poderia matar dezenas
se estivesse armado, mas
estava ocupado
chorando como uma garotinha.

Não sei de quem foi a ideia
mas, de muitas outras
coisas eu não lembro.

Estava num sono
muito pesado
enquanto em outra casa
meus companheiros comiam
e vomitavam.

Me senti culpado por
beber e
dois dias depois
estaria assumindo responsabilidades.

Talvez esta tenha sido a última
vez, foi o
que prometemos.

Depois da praia.

Fomos para praia
cantando sobre
nossos amigos e
satirizando seus
piores defeitos
num ritmo de música de
viagem americana;
Chegamos na areia, a chuva
não tinha piedade e
batia na minha pele gelada e
eu não sabia mais se deveria
estar com frio
ou com calor, deixamos
nossos pertences com
o guri que não
podia se molhar
mais do que estava e
tinha medo do sal d'água;
Fomos correndo e
pulamos na água gelada. Senti
meu coração parar
por um instante, devia
ser o frio. E
de repente ele se
acelerou e
eu tive uma vontade imensa de
gritar coisas que só
ali eu podia, só
ali ninguém iria ouvir, depois
disto voltamos
filosofando e
cambaleando.

Esta foi a nossa
despedida e
pra você resta o
eco da minha voz
pela orla da praia e
o título deste texto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Advogado, pastor ou filho da puta?

Andei tendo
péssimos
sonhos.

Andei vendo coisas
que não me
agradam.

Andei
atormentado
pela minha
própria mente.

As coisas irreais
se tornaram tão
surreais
e agora
a ira me atormenta
pelo real.

Talvez
conseguisse
sobreviver
só com isto, mas
admito
que estaria
ferido.

Nunca entendi
porque
os compositores
diziam tanto:
'Lembre-se'

Mas parece
que as pessoas realmente
se esquecem tanto
de coisas tanto
importantes.

Algumas coisas
não podem ser esquecidas...

Eu tenho medo
de esquecer;
Eu tenho medo
que esqueçam;
Eu tenho medo
de ser esquecido.

Me sinto
fraco de novo e
parece
que por mais que
eu evolua
talvez
vá ser
enterrado sendo
um fraco perto de ti.

Filmes e
livros, não
sei mais com
o que gastar meu tempo
e eu acho que
nunca torci
tanto, mas
sei que vou me arrepender.

Perdi a etiqueta
dos meus textos e
acho que tudo
isto é uma grande merda, enfim.

Sempre
penso em coisas
idiotas quando
estou com sono, de
qualquer
maneira.

Mas quem
sabe tudo isto
seja só um
sinal de que
finalmente
estou no
caminho certo.

Afinal, são dez e
uns quebrados
e parece que estou alcoolizado de sono.

Só que eu simplesmente
odeio esta
sensação
de ter sido
idiota por tempo
demais.

De ainda
ser um idiota
e o tempo
passa rápido demais.

Odeio esse medo
do arrependimento
que talvez terei.

Odeio essa minha
bipolaridade que
meu ego demonstra.

Algumas vezes
só desejo
dormir por dias
seguidos.

Acho que
sou diferente
demais, enfim.

Eu queria entender
como funciono
e como
consigo sobreviver
assim.

Eu queria entender
porque não choro nos
filmes mais emocionantes
e porque
tenho tendência
de chorar quando devia sorrir.
Ou porque
eu ajudo
pessoas que odeio
e odeio pessoas que
tentam me ajudar.
Ou então porque [...]

Vou tentar
só mais
uma vez.

Acho que eu gastei tempo demais tentando entender porque eu quebro linhas
e no fim...
Eu esque-
ci de quebrá
-
las.