sábado, 7 de julho de 2012

Eu sou!

Eu sou o palhaço
das ruas.
Trocando amor
por moedas.

E desde que haja
calor eu
trabalharei sorrindo.

Eu sou o palhaço
da sociedade.
Do qual a trivialidade
ri descaradamente
da falta de sentido.

Sou a criança
que deixou
de crescer;
A criança que teme
aqueles que possuem
todos os sisos.

Sou a criança
que se apaixona
por notas tocadas
por um piano de mentira
e foge dos
desejos banais.

Sou o adulto que
se apaixona
por cada onda do mar
e foge dos
desejos carnais.

Eu sou aquilo que
deveria ser, aquilo
que gostaria de ser.

Eu sou meu passado,
eu sou o meu presente
precioso.
Sou o senhor do meu tempo
e da minha felicidade.

Eu sou tudo que temi
por desconhecer.
Eu sou tudo que
nunca tive coragem de ser.

Eu sou aquele
que aprecia qualquer
tipo de amor, mesmo
que não seja livre
de dor.

Eu sou aquele que sorri
por todos os andares,
por todos os lares,
por todos os bares.

Eu sou criança,
sou adulto,
sou idoso,
sou irmão,
sou filho,
sou neto,
sou amigo,
sou futuro pai,
sou futuro marido.

Sou apenas um ser humano,
como tantos os outros,
só que com um nariz de palhaço.

Os que não entendem
acharão que eu
apenas estou indo para
um circo.

Os que compreendem
receberão o meu mais
singelo e sincero
carinho.

E mesmo que você não
entenda o meu gracejo
eu continuarei
sorrindo, para trazer
cada vez mais sorrisos
e motivos para sorrir.

Pois um verdadeiro palhaço
não procura o sorriso em
cada criança, ele procura
cada criança que queira estar
sorrindo.

Então sorria,
por mais que você já
tenha crescido, por
mais que você tenha
se esquecido.

Sorria.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tsunaida te ni kiss wo.

Eu só quero um cigarro
e que a louça se lave
sozinha.

Eu só quero um piano
que se toque sozinho.

Eu só quero um pouco
de silêncio e um
pouco de companhia.

Ao meu redor, dezenas de
pessoas vazias, já estou
cheio.

Os olhos que eu já chamei
de preciosos, formam
frases que eu já cansei de ler.

Milhares de sonhos descendo à
terra, durante a noite e o brilho
que nasce não é mais você.

O tempo se vai através de meses
e anos.

Não importa quanto tempo se passe
eu continuarei orando.

Não quero perder mais nada
no meu oceano de memórias.
Então, eu me pergunto:
Por quê?
Até mesmo o passaporte que levava às
suas memórias está corrompido.

E então o garoto caí no sono;
E a chama queima dentro de sua
respiração, como uma doce folha
que segue flutuando em uma onda.
São os seus sonhos.

Preste atenção na minha voz.

Pois agora que perdi o sol,
começarei a lutar pela lua.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ben.

Eu quero viajar
para um lugar onde eu não conheça
nada nem ninguém.

Comigo apenas uma roupa
social, um maço de cigarros pela
metade no bolso da frente e
um isqueiro preto.

Dinheiro o suficiente
apenas para pedir uma dose
de whisky falsificado
em um bar qualquer.

Um carro com o tanque cheio e
uma garota com os lábios vermelhos
retocando a maquiagem
no banco do passageiro.

Sem destino ou hora pra voltar,
sem compromissos ou
coisas pra se lembrar.

Nada dos mesmo olhos
tristes, nada de melancolia.

Apenas a liberdade por si só.

Não pelo direito de ir e vir,
sim por quebrar as correntes
que prendem as nossas mentes.