Talvez eu pareça
dramático demais,
não leve a mal.
Foi em um vespertino
domingo um garoto
simpático sorriu
tímido e disse:
Posso jogar com vocês?
Claro que sim!
Até mesmo se a
dona Roseli
pedisse pra jogar
deixaríamos.
Eu não lembro bem
mas diria que ele
estava com uma
camisa de time,
com o cabelo
desarrumado e
com um sorriso
meio bobo.
Eu não sei bem
definir quando, não
sei bem definir como.
Mas de um momento
para outro ele
estava na minha
casa contando
coisas engraçadas,
como sempre
soube fazer e dando
risada das suas
próprias teorias.
Mas de um momento
para outro eu
estava na casa dele,
contando histórias
tristes e interessantes,
como sempre
soube fazer e dando
risada das suas reações
enquanto líamos mangás.
Admito: Muitas vezes
achei que você era atrasado
por muito do que fazia, mas
hoje sei que o atrasado
era eu.
Admito também que
nós nunca nos batemos muito.
Sempre fomos opostos
em muitos assuntos.
Você sempre preferiu
ser solteiro enquanto
eu queria namorar e
você gosta das músicas
de hoje em dia,
enquanto eu
sou totalmente
conservador
e você é tão totalmente
sociável enquanto eu era
o garoto de preto.
Tem coisas em você
que eu realmente
odeio, mas se
há uma coisa que
eu realmente admiro
é que não importa o
que você pense,
você leva a sério,
você crê em si mesmo
como não vejo
ninguém crer.
E talvez eu tenha
aprendido isso com você.
Admiro suas opiniões
e admiro até mesmo
sua família. Desde sua
mãe, até o seu cachorro.
E o tanto de vezes
que lamentamos por
nossos pais nunca
terem bebido juntos?
Mas a vida é frágil, todos
sabemos, e não
estou aqui para lamentar.
Lembro de tantas
histórias, de tantas coisas.
Das mais idiotas,
até as mais impressionantes.
Os momentos na praia,
os momentos na rua,
os momentos na escola,
os momentos na academia,
os momentos nas nossas casas,
nas casas dos outros e
em tantos outros lugares.
Tantas coisas que
pretendo não esquecer.
E eu sei que você não
vai nem pra tão longe assim
mas eu sei que sentirei falta.
Eu sei que você
vêm nos visitar,
mas eu sou trágico
assim mesmo.
E não adianta olhar
com essa cara de sono,
eu sou o único que
pode fazer isso por aqui.
Não esqueça de escrever e até logo.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Poke.
Um charuto de chocolate
para matar as saudades.
A fumaça se dispersando no céu,
nós nos dispersando na calçada.
Como se sonhássemos apenas
com momentos tranquilos.
Como se procurássemos
apenas sobra, apenas sombra.
Homens simples, gostos simples.
Sempre considerei os outros
atrasados, admito.
Mas é explicito que o mais
atrasado sempre foi eu.
Whisky barato
com pouco gelo,
goles difíceis, goles
sem receio.
Analogias sempre
usando um baralho,
e o que posso dizer?
São repetidas, mas eu gosto delas.
Sempre retrataram bem o que eu sentia.
Eu diria que
comecei com carta alta ás e
e agora tenho pelo menos
um full house e nem
estou alto no momento.
Comecei blefando e
apostei quase todas
as minhas fichas. Você pagou pra ver
e fez bem, viu minha mão horrível,
mas admirou minha coragem.
As vezes um par é o suficiente.
Um par de diamantes, no
lixo e você nem imagina.
Troquei sonhos por fichas, só
pra poder jogar mais uma noite
o seu jogo de azar.
Você tinha sorte, sempre
muita sorte, mas caiu
por vezes na minha lábia. Era
divertido, admito.
Sempre fui tão cauteloso e
temeroso com as minhas fichas.
Mas agora estou com
all in e o que posso fazer?
Finjo que sei jogar e
você nunca saberá até que ponto estou
blefando.
Espero que pague pra ver,
minha curiosidade pelo seu
jogo é gigantesca.
Sei que há um possível
flush na mesa, mas estou
acreditando no turn e no
river.
Posso não ter um Royal Straigth flush
mas eu diria que é um jogo
interessante, muito
interessante.
E eu já não ligo mais, mesmo
que perca todas as
minhas fichas
ainda poderei jogar nas mesas baixas.
Ao perdedor a vergonha,
ao vencedor a glória
ao perdedor a esperança,
ao vencedor os despojos.
E enquanto você pensa no quanto
apostar, eu tomo mais um gole
do meu whisky barato e o
meu cigarro queimado pela
metade me
diz o quanto
é excitante esse jogo.
Muito excitante,
não que eu esteja impaciente, mas
eu sou o dealer e é a
sua vez de jogar.
para matar as saudades.
A fumaça se dispersando no céu,
nós nos dispersando na calçada.
Como se sonhássemos apenas
com momentos tranquilos.
Como se procurássemos
apenas sobra, apenas sombra.
Homens simples, gostos simples.
Sempre considerei os outros
atrasados, admito.
Mas é explicito que o mais
atrasado sempre foi eu.
Whisky barato
com pouco gelo,
goles difíceis, goles
sem receio.
Analogias sempre
usando um baralho,
e o que posso dizer?
São repetidas, mas eu gosto delas.
Sempre retrataram bem o que eu sentia.
Eu diria que
comecei com carta alta ás e
e agora tenho pelo menos
um full house e nem
estou alto no momento.
Comecei blefando e
apostei quase todas
as minhas fichas. Você pagou pra ver
e fez bem, viu minha mão horrível,
mas admirou minha coragem.
As vezes um par é o suficiente.
Um par de diamantes, no
lixo e você nem imagina.
Troquei sonhos por fichas, só
pra poder jogar mais uma noite
o seu jogo de azar.
Você tinha sorte, sempre
muita sorte, mas caiu
por vezes na minha lábia. Era
divertido, admito.
Sempre fui tão cauteloso e
temeroso com as minhas fichas.
Mas agora estou com
all in e o que posso fazer?
Finjo que sei jogar e
você nunca saberá até que ponto estou
blefando.
Espero que pague pra ver,
minha curiosidade pelo seu
jogo é gigantesca.
Sei que há um possível
flush na mesa, mas estou
acreditando no turn e no
river.
Posso não ter um Royal Straigth flush
mas eu diria que é um jogo
interessante, muito
interessante.
E eu já não ligo mais, mesmo
que perca todas as
minhas fichas
ainda poderei jogar nas mesas baixas.
Ao perdedor a vergonha,
ao vencedor a glória
ao perdedor a esperança,
ao vencedor os despojos.
E enquanto você pensa no quanto
apostar, eu tomo mais um gole
do meu whisky barato e o
meu cigarro queimado pela
metade me
diz o quanto
é excitante esse jogo.
Muito excitante,
não que eu esteja impaciente, mas
eu sou o dealer e é a
sua vez de jogar.
domingo, 9 de outubro de 2011
Pretexto.
Meu bem, querer
meu mal, querer
tudo é pecado.
Fumaças de todas as cores, de todos
os tamanhos. Algumas densas, outras
claras, algumas cheirosas outras
insuportáveis.
E o baralho,
pretexto.
E o barulho,
contexto.
Enquanto fazíamos truques
baratos com as
cartas, eles apostavam
e o carvão ia
ficando vermelho e cinza
sucessivamente.
Foi dormir, ainda
muito tonto, depois
de ter dado risadas com
um filme que nem lembra.
O olhar dele mentia
como sempre, fazia frio
por aqui.
Uma lágrima dentre seus sorrisos.
Parece que não
se decide.
Acordou cedo, fez cara de sono
enquanto dizia algumas merdas
como gosta de fazer.
Pegou o ônibus
atrasado e hoje
não tinha faculdade. Foi
dormindo metade do caminho.
Palavras soltas, sem
objetivo. Mas o coração
de ninguém estava por ali.
Alguns nem tinham.
Horas de espera, me empreste
um fone.
Gosto destas músicas, juro.
A barba engana.
Nunca vivi mais amor do
que estas músicas, ela disse.
Me fez rir, me fez pensar.
Fiquei triste por ela.
Fiquei feliz por ela.
Agradeça a Deus, eu agrade-
ço a você, agradeço a mim. Ainda
nessa hora não sinto bem
o peso.
Depois disso
só o show com a música da
minha banda favorita vale
a pena citar.
Cantei como se estivesse em um show,
mas aquilo era apenas um show de horrores,
literalmente.
Uma parada no bar, depois
de ter deixado a amiga em casa. Veja
uma cerveja e um cigarro
pra relaxar e
vou indo pra casa, preciso descansar.
Estou indo, pretendo
não voltar.
meu mal, querer
tudo é pecado.
Fumaças de todas as cores, de todos
os tamanhos. Algumas densas, outras
claras, algumas cheirosas outras
insuportáveis.
E o baralho,
pretexto.
E o barulho,
contexto.
Enquanto fazíamos truques
baratos com as
cartas, eles apostavam
e o carvão ia
ficando vermelho e cinza
sucessivamente.
Foi dormir, ainda
muito tonto, depois
de ter dado risadas com
um filme que nem lembra.
O olhar dele mentia
como sempre, fazia frio
por aqui.
Uma lágrima dentre seus sorrisos.
Parece que não
se decide.
Acordou cedo, fez cara de sono
enquanto dizia algumas merdas
como gosta de fazer.
Pegou o ônibus
atrasado e hoje
não tinha faculdade. Foi
dormindo metade do caminho.
Palavras soltas, sem
objetivo. Mas o coração
de ninguém estava por ali.
Alguns nem tinham.
Horas de espera, me empreste
um fone.
Gosto destas músicas, juro.
A barba engana.
Nunca vivi mais amor do
que estas músicas, ela disse.
Me fez rir, me fez pensar.
Fiquei triste por ela.
Fiquei feliz por ela.
Agradeça a Deus, eu agrade-
ço a você, agradeço a mim. Ainda
nessa hora não sinto bem
o peso.
Depois disso
só o show com a música da
minha banda favorita vale
a pena citar.
Cantei como se estivesse em um show,
mas aquilo era apenas um show de horrores,
literalmente.
Uma parada no bar, depois
de ter deixado a amiga em casa. Veja
uma cerveja e um cigarro
pra relaxar e
vou indo pra casa, preciso descansar.
Estou indo, pretendo
não voltar.
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