Pode até parecer clichê
mas é realmente
assim que eu vejo as coisas.
Escrevo mal, hoje
numa letra feia,
vermelha
banhada pelo escuro.
Minhas únicas
fontes de luz
são o centro da fogueira
que eu reacendi sem ninguém saber e
um cigarro que eu nem tenho.
O desenho da sombra
na fumaça me inspira
enquanto eu vejo a
minha vida queimar
como uma madeira velha.
Certo que certas coisas
ainda me tiram do sério.
Crentes que não sabiam rezar
católicos que só sabem rezar.
De nada adianta só rezar,
hipócritas filhos da puta
com atitudes banhadas de
pura empáfia.
Quatro palavras, eu
escrevi numa folha velha
de um caderno, escrevi a data e
me disseram para que jogasse
na fogueira.
Nunca quisera tanto
algo e via a
tinta e o papel
queimarem, devagar
enquanto eu desejava
para sabe lá quem
atender meu pedido.
O frio virou calor.
E de tudo que tivera ali
sobrou apenas
um guri,
a fogueira,
a cadeira torta e
uma garrafa de vidro.
Não consigo explicar
por mais que eu tente
o porque de eu amar tanto
o fogo
ou
porque eu
amo tanto
tantas coisas
que eu não deveria amar.
Esta noite não dormirei,
a noite passada também
não dormi e
nem a anterior.
Parei de escrever
pra tomar um gole
e ver o fogo, ele
consumia a madeira
da mesma forma que minha
alma era consumida.
Quis ligar pra ela
só pra dizer
que eu cheguei
bem, mas
me frustrei e
ao invés da voz dela
me sobrou o estalar
da madeira e
o barulho do cachorro
quebrando ossos
que sobraram do almoço.
Sentaram ao meu lado,
mas eu disse que só ia
quando só restassem as brasas.
Disse pra eles
que estava tranquilo e
estava mesmo, talvez
nem precisasse
mentir no dia seguinte.
Todos tinham me
olhado com
choque e indignação
e talvez eu realmente
não faça parte
de tudo isto.
E talvez eu
não faça parte
de nada.
O escuro tomou conta do local
quando a madeira acabou
alguns quadros
caíram, culpa do vento.
Fiquei com medo, mas
o cachorro cansou
de seguir os gatos e
veio lamber a minha pele
laranja e quente;
Sentou
lealmente ao meu lado
e olhou pra mim
com sua sinceridade
cor de mel
e talvez
tivessem atendido o meu pedido.
Disse pra ele
que era melhor
eu parar de pensar
e ir descansar
antes que de mim
também sobrassem
somente as brasas.
Dei mais um gole
verdadeiro e
um
trago imaginário
mandei um beijo a todos
que me acompanhavam por ali.
A noite era escura
a fumaça tinha parado e
a luz também se fora, só
se viam os borrões e
as estrelas.
Senti de novo o que
tinha pedido e
uma certa calma
tomou conta de mim,
por mais que
soubesse
que iria sofrer
mais um pouco
durante aquela noite.
Um tributo final
à fogueira, que merece
comida pela paciência
e eu vou fingir um pouco.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Don't let me fall.
Uma semana
que não sinto
o prazer
de fechar os olhos
por mais
que um piscar.
Todos me olham
com rostos de
zumbis.
Converso sozinho
com as paredes e
todo o resto.
Um sorriso cínico e
os olhos
arregalados.
Todos me olham
com sorrisos
nos seus
respectivos rostos.
Alguns me
chamam de
gênio
outros
me chamam de
louco.
Existe uma linha tênue entre a genialidade e a loucura,
e essa linha tênue é exatamente que
o gênio é
gênio e
o louco é louco.
E eu fico passeando entre os dois.
que não sinto
o prazer
de fechar os olhos
por mais
que um piscar.
Todos me olham
com rostos de
zumbis.
Converso sozinho
com as paredes e
todo o resto.
Um sorriso cínico e
os olhos
arregalados.
Todos me olham
com sorrisos
nos seus
respectivos rostos.
Alguns me
chamam de
gênio
outros
me chamam de
louco.
Existe uma linha tênue entre a genialidade e a loucura,
e essa linha tênue é exatamente que
o gênio é
gênio e
o louco é louco.
E eu fico passeando entre os dois.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Busy soul.
Me perguntaram
o que eu tinha
para escrever hoje.
Nada,
mais que
nada.
Você pode
seguir a sombra
ou tornar o show
famoso.
As sombras
que eu costumo ver
andam me incomodando e
dizem que isso é
problema que eu
tenho na minha
cabeça.
O guri disse
que queria ser eu
quando crescer, desculpe,
impossível.
Me perguntaram o que eu podia
ser
e o que eu
podia representar.
Tudo.
Sonhei que
chorava, mas
meu corpo
já não chora há muito.
Já a minha mente
é outra folha.
Eu não durmo e
não paro em casa,
já quase casamos com
as essências e
as garrafas de vodka.
Mais um risco no
banheiro, com sangue e
já somamos quase
uma dezena.
Me perguntaram
da onde eu vinha
e como
eu tinha um
pulmão tão
grande e
fodido.
Tocaram umas
músicas no
violão,
até cantei -
só porque era
udr -
até
encantei, mas
não deixam de
perguntar porque
meus
dentes não aparecem.
Hey,
você não consegue
sentir a minha
solidão, hey
você não pode
me sentir.
Você só sabe
passar os olhos
por cima de mim.
E eu não
posso
pegar o
último pedaço.
Eu sou só
um projétil
de uma arma
enorme, disparado
em direção ao nada.
Admito que
gostei do eclipse, uma
pena que faltaram
dois reais.
O whisky
se multiplicava na minha mão e
a fumaça se
multiplicava
na nossa frente, bem
que ele disse
que sabia que
podia contar comigo.
E é sempre a pessoa
que eu menos espero
que levanta
a podridão
que é meu ego.
Eu nunca me chamei
de escritor e
é isso que ninguém entende,
escrevo
meu texto egoísta, auto-
centrista e
não me julgue e
pau no cu do Coelho e
daquela Meireles,
eu nunca disse que seria a
próxima Clarice Linspector ou
o próximo Bukowski.
Sou só um
merda e
com sorte serei o
próximo
Kowalski.
Sou só
um cara com
medo do
que não existe e
que foge
prum mundo
de esquetes e
é pra lá que estou indo agora
provavelmente e
com sorte talvez
eu morra por lá.
O cheiro
simplesmente
desbotou,
tome um banho
de perfume
ou tome no cu.
o que eu tinha
para escrever hoje.
Nada,
mais que
nada.
Você pode
seguir a sombra
ou tornar o show
famoso.
As sombras
que eu costumo ver
andam me incomodando e
dizem que isso é
problema que eu
tenho na minha
cabeça.
O guri disse
que queria ser eu
quando crescer, desculpe,
impossível.
Me perguntaram o que eu podia
ser
e o que eu
podia representar.
Tudo.
Sonhei que
chorava, mas
meu corpo
já não chora há muito.
Já a minha mente
é outra folha.
Eu não durmo e
não paro em casa,
já quase casamos com
as essências e
as garrafas de vodka.
Mais um risco no
banheiro, com sangue e
já somamos quase
uma dezena.
Me perguntaram
da onde eu vinha
e como
eu tinha um
pulmão tão
grande e
fodido.
Tocaram umas
músicas no
violão,
até cantei -
só porque era
udr -
até
encantei, mas
não deixam de
perguntar porque
meus
dentes não aparecem.
Hey,
você não consegue
sentir a minha
solidão, hey
você não pode
me sentir.
Você só sabe
passar os olhos
por cima de mim.
E eu não
posso
pegar o
último pedaço.
Eu sou só
um projétil
de uma arma
enorme, disparado
em direção ao nada.
Admito que
gostei do eclipse, uma
pena que faltaram
dois reais.
O whisky
se multiplicava na minha mão e
a fumaça se
multiplicava
na nossa frente, bem
que ele disse
que sabia que
podia contar comigo.
E é sempre a pessoa
que eu menos espero
que levanta
a podridão
que é meu ego.
Eu nunca me chamei
de escritor e
é isso que ninguém entende,
escrevo
meu texto egoísta, auto-
centrista e
não me julgue e
pau no cu do Coelho e
daquela Meireles,
eu nunca disse que seria a
próxima Clarice Linspector ou
o próximo Bukowski.
Sou só um
merda e
com sorte serei o
próximo
Kowalski.
Sou só
um cara com
medo do
que não existe e
que foge
prum mundo
de esquetes e
é pra lá que estou indo agora
provavelmente e
com sorte talvez
eu morra por lá.
O cheiro
simplesmente
desbotou,
tome um banho
de perfume
ou tome no cu.
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