Cinco e quarenta e três
e eu ainda acordado,
fazendo as mesmas coisas
ouvindo as mesmas músicas
e pensando
e escrevendo.
Meus dias não tem sido os melhores
e meus textos parecem diários.
...foda-se.
A tv quebrou,
o ventilador também
e uma coisa importante,
que prefiro não dizer,
também.
Não há ninguém pra consertar
e sinto falta de todos,
do meu programa,
do vento no rosto,
e...
bem, deixa pra lá,
preciso de alguém que conserte-os.
E agora fico pensando na culpa
e de quem é a culpa
e como se fossem cartas
saio distribuindo a culpa
a coisas e pessoas alheias,
neste jogo eu sempre venço
- acho que venço -
olha mãe!
Estou vencendo!
Elis Regina,
Cássia Eller,
Clarice Linspector...
Tenho de ler, pra entender.
E agora são umas
cinco e cinquenta e um
porque meu computador travou de novo
e agora está amanhecendo.
E venho olhando pra tantas coisas
que vem apodrecendo
e venho odiando tanto
tantas coisas que já amei,
que já foram minha razão de viver.
E agora,
de novo,
nada faz sentido.
Orgias de traveco,
e soro positivo.
A mesma idiotice,
a mesma mesmice
o cara quadrado
fazendo criancices.
Eu sou medroso,
mas você ainda tem coragem,
você veio me ver sonhando,
e isto eu faço bem,
sonhar,
se bem que,
você podia ter ficado mais,
e ter ido sem roubar.
Cuidado onde pisa,
e olhe por onde fica,
aqui não é seguro
nem de noite,
nem de dia.
As mesmas merdas,
só que com solos de guitarra,
Você olha frenéticamente pra mim
mas não pode ver sob a máscara
- a máscara que deseja estar molhada -
meu rosto não é meu
e nem de ninguém
já nem sei mais
onde deixei.
Cazuza,
Renato Russo,
e aquele poeta de nome estranho,
Charles alguma coisa,
com todo respeito.
Uma breja,
e o desgosto,
tiro meu tênis
e minto pra todos,
de novo
e de novo.
A parede,
eu,
um cabelo solto,
e um perfume familiar.
Agora roubaram as estrelas
que enfeitavam meu quarto,
que triste,
mas nós vamos pintar,
eu prometo.
Não, é sério,
você não vai acreditar!
É tipo uma dança nova
que acabei de inventar,
mais tarde te conto.
E depois, no fundo
acho que não consigo aceitar,
a realidade me desanima,
e o irreal me excita.
Por aqui tudo bem,
e aí?
E outra breja,
agora pode chover,
mas nem tanto.
Consegue ouvir?
Olho para trás
- sem querer -
e vejo o tempo que perdi
o tempo que te dei,
e isso só me faz querer ouvir
os gritos de uma Banshee.
Consegue ouvir?
A vergonha,
o medo,
o choro,
a compreensão,
a incompreensão
e os gritos dela?
Que bonitinhos.
Palmas,
palmas pra mim,
o mais feliz infeliz,
pelo menos o papagaio gosta de mim,
eu acho.
Sessenta textos,
contando com este, o mais sem sentido,
merda, pintada, bordada e escrita...
Mas pelo menos agora sei o que é lobotomia.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Só que sem os pelos na cara.
Sexta a noite,
sem muito o que fazer,
fui tomar chuva em Santos,
até porque a chuva deles
é muito melhor do que o nosso sol.
Fiquei meio apavorado,
anos sem andar de ônibus
e quando fui passando
fui lembrando
de cada momento que tinha vivido por ali...
Não fiquei muito contente,
meio triste talvez,
me lembrei da história que eu tinha jogado fora
e dos amigos que tinha perdido.
Não importa,
depois de ter sentado no molhado
da praça da independência
e ficado conversando sobre assuntos
não muito legais
tomando chuva
voltei pra casa.
Fiquei treinando,
até me esqueci que tinha gente
no meu quarto
e dormi muito tarde
pensando e sonhando
com coisas idiotas.
Tive que acordar cedo,
para bater continência
pro meu colega de farda branca.
Cheguei muito cansado
e tentei dormir,
mais cochilava do que dormia
e o cansaço me lembrava o efeito
de alguma droga, muito forte.
Acabei por não aproveitar o resto do dia
e depois de ter dormido a tarde toda
lembrei da prova do vestibular
e fiquei meio nervoso
- muito nervoso -
e depois meus pais ainda me lembraram
da importância e da merda toda,
daí falaram pra eu ir dormir.
Depois de ter dormido a tarde inteira
junto ao nervosismo do pré-vestibular
não tive a melhor noite possível,
mas consegui descansar o suficiente.
Acho que fui bem na prova.
Voltei da prova,
cansado, mas bem
fiquei escutando música deitado
e assistindo televisão,
tudo para esquecer do que tinha
depois da minha janela.
Depois fiquei feliz por motivos fúteis
e fiquei comemorando a derrota
de um time de futebol.
Depois saímos,
eu,
aquele garoto do prédio
e aquela menina que tem uns pregos
na cara.
Jogamos bilhar,
eu pelo menos joguei,
eles tentaram.
E eu fiquei tomando cerveja,
reclamando do gosto a cada gole
e depois
ficamos conversando
sobre assuntos antigos
e acontecimentos passados.
Cheguei em casa cansado,
cerveja me da sono,
deixei em um canal qualquer
e dormi de sapato
com a tv ligada
e tudo mais.
Depois disso só me lembro
do meu pai comemorando
com meu tio
uma vitória de um jogo estranho
e depois, alguns pesadelos
mas até agora, tudo bem.
sem muito o que fazer,
fui tomar chuva em Santos,
até porque a chuva deles
é muito melhor do que o nosso sol.
Fiquei meio apavorado,
anos sem andar de ônibus
e quando fui passando
fui lembrando
de cada momento que tinha vivido por ali...
Não fiquei muito contente,
meio triste talvez,
me lembrei da história que eu tinha jogado fora
e dos amigos que tinha perdido.
Não importa,
depois de ter sentado no molhado
da praça da independência
e ficado conversando sobre assuntos
não muito legais
tomando chuva
voltei pra casa.
Fiquei treinando,
até me esqueci que tinha gente
no meu quarto
e dormi muito tarde
pensando e sonhando
com coisas idiotas.
Tive que acordar cedo,
para bater continência
pro meu colega de farda branca.
Cheguei muito cansado
e tentei dormir,
mais cochilava do que dormia
e o cansaço me lembrava o efeito
de alguma droga, muito forte.
Acabei por não aproveitar o resto do dia
e depois de ter dormido a tarde toda
lembrei da prova do vestibular
e fiquei meio nervoso
- muito nervoso -
e depois meus pais ainda me lembraram
da importância e da merda toda,
daí falaram pra eu ir dormir.
Depois de ter dormido a tarde inteira
junto ao nervosismo do pré-vestibular
não tive a melhor noite possível,
mas consegui descansar o suficiente.
Acho que fui bem na prova.
Voltei da prova,
cansado, mas bem
fiquei escutando música deitado
e assistindo televisão,
tudo para esquecer do que tinha
depois da minha janela.
Depois fiquei feliz por motivos fúteis
e fiquei comemorando a derrota
de um time de futebol.
Depois saímos,
eu,
aquele garoto do prédio
e aquela menina que tem uns pregos
na cara.
Jogamos bilhar,
eu pelo menos joguei,
eles tentaram.
E eu fiquei tomando cerveja,
reclamando do gosto a cada gole
e depois
ficamos conversando
sobre assuntos antigos
e acontecimentos passados.
Cheguei em casa cansado,
cerveja me da sono,
deixei em um canal qualquer
e dormi de sapato
com a tv ligada
e tudo mais.
Depois disso só me lembro
do meu pai comemorando
com meu tio
uma vitória de um jogo estranho
e depois, alguns pesadelos
mas até agora, tudo bem.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O fim da promessa.
Trezentos e sessenta dias,
ou um pouco mais...
Tudo começou com alguns xingamentos
na cozinha,
algumas exaltações,
uma cara de espanto
e algumas risadas do outro lado.
E decidi me jogar no chão,
sabendo que ia me arrepender.
Muitas coisas aconteceram,
poucas que valeriam a pena eu contar.
E é claro que tudo terminaria com algo,
irônico.
Comigo sempre é assim,
tudo acontece da forma mais inusitada possível,
já estou acostumado.
E tudo agora termina com alguns xingamentos,
na cozinha,
algumas exaltações,
uma cara de espanto
e uma risada do outro lado.
E me jogaram no chão,
e tiraram o chão
e eu lembrei que não havia chão,
nunca sequer tivera um chão,
e diferente de você
não tenho pessoas para pisar
e agora estou caindo...
E agora me lembrei do quanto gostava,
gostava de cair,
afinal, esse é o meu jeito,
sempre foi.
E é engraçado,
logo lembro daquela música,
mas tanto faz,
só é nostálgico,
vejo um ano passar em um minuto.
E agora finalmente posso dizer,
não que estou de volta,
mas que finalmente estou aqui.
E agora finalmente posso dizer,
que é pra valer
e de agora em diante,
nunca mais vou me arrepender.
Obrigado por tudo,
bem vindo de volta,
obrigado.
ou um pouco mais...
Tudo começou com alguns xingamentos
na cozinha,
algumas exaltações,
uma cara de espanto
e algumas risadas do outro lado.
E decidi me jogar no chão,
sabendo que ia me arrepender.
Muitas coisas aconteceram,
poucas que valeriam a pena eu contar.
E é claro que tudo terminaria com algo,
irônico.
Comigo sempre é assim,
tudo acontece da forma mais inusitada possível,
já estou acostumado.
E tudo agora termina com alguns xingamentos,
na cozinha,
algumas exaltações,
uma cara de espanto
e uma risada do outro lado.
E me jogaram no chão,
e tiraram o chão
e eu lembrei que não havia chão,
nunca sequer tivera um chão,
e diferente de você
não tenho pessoas para pisar
e agora estou caindo...
E agora me lembrei do quanto gostava,
gostava de cair,
afinal, esse é o meu jeito,
sempre foi.
E é engraçado,
logo lembro daquela música,
mas tanto faz,
só é nostálgico,
vejo um ano passar em um minuto.
E agora finalmente posso dizer,
não que estou de volta,
mas que finalmente estou aqui.
E agora finalmente posso dizer,
que é pra valer
e de agora em diante,
nunca mais vou me arrepender.
Obrigado por tudo,
bem vindo de volta,
obrigado.
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