Desperdício...
E eu já não sei mais se aguento
a realidade não me atraí
prefiro o mundo que eu mesmo criei.
Vivo mais lá
do que aqui
alimento-me até dos pesadelos
e não descanso durante o sono.
A lua inveja o número de fases
que eu vivo
mas já não sei qual o sol
que as muda.
Vivendo de juras
e promessas
esperando o que julgava impossível.
Já não sei se as lágrimas me aliviarão
ou se a raiva me sustentará
nada mais me dá prazer
não sinto a mínima emoção.
Esperando,
roubaram o brilho de tudo
e juntaram num lugar só
inacessível.
Me sustentando pelo pouco que recebi
ansioso,
alimentando falsas esperanças
já não entendo mais,
minha vontade era apenas acelerar o relógio
e observar as horas passarem
para não sofrer tanto
pelo tempo que demora a passar
não sei direito
me leve para qualquer lugar
apenas não me deixe mais aqui
eu faço mal à mim.
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
18 sonhos.
Não tenho culpa
se meus sonhos
são um tanto quanto
sádicos.
Não há mais maneiras de resolver isso,
vejo coisas tão estranhas
pessoas sacrificando tanto
por tão pouco.
Indignado,
tantas pessoas
se matando
por um bem não tão maior.
A confiança já não existe
e atiramos em nossos próprios pés
para ter uma corrida mais emocionante
sobre os espinhos que nós mesmos colocamos.
Não tenho culpa
se vivemos de um jeito tão
sádico.
Inconsequêntes,
pisamos em nossos melhores amigos
para conseguir prazer.
A esperança já se foi
e só nos restou ódio e desejo
por vingança.
Não tenho culpa
se a vida é tão
sádica.
Derramamos sangue
por menos que dinheiro,
há um fundo de prazer nisso
Hipocrisia,
pintada e bordada
pelo tal sistema
em nossos rostos,
cartazes ambulantes
propagando o que mais odiamos.
Não temos mais saída
e eu apenas fecho meus olhos
e te levo junto
para os meus sonhos
que, mesmo sendo sádicos
soam melhores do que viver...
Escolham suas armas.
se meus sonhos
são um tanto quanto
sádicos.
Não há mais maneiras de resolver isso,
vejo coisas tão estranhas
pessoas sacrificando tanto
por tão pouco.
Indignado,
tantas pessoas
se matando
por um bem não tão maior.
A confiança já não existe
e atiramos em nossos próprios pés
para ter uma corrida mais emocionante
sobre os espinhos que nós mesmos colocamos.
Não tenho culpa
se vivemos de um jeito tão
sádico.
Inconsequêntes,
pisamos em nossos melhores amigos
para conseguir prazer.
A esperança já se foi
e só nos restou ódio e desejo
por vingança.
Não tenho culpa
se a vida é tão
sádica.
Derramamos sangue
por menos que dinheiro,
há um fundo de prazer nisso
Hipocrisia,
pintada e bordada
pelo tal sistema
em nossos rostos,
cartazes ambulantes
propagando o que mais odiamos.
Não temos mais saída
e eu apenas fecho meus olhos
e te levo junto
para os meus sonhos
que, mesmo sendo sádicos
soam melhores do que viver...
Escolham suas armas.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
12 linhas.
Me confundo
e confundo à todos
nada explico
apenas desminto o pouco que sabia
sabiam
e agora ninguém mais sabe
nunca souberam na verdade
não precisam saber
a ilusão prova seu valor.
Perdido nas minhas próprias incertezas
afundadas pelas mágoas
que causei
e que me foram causadas
não há perdão que redima
o que nos foi feito
apenas levante-se do chão
seus joelhos estão sangrando.
Perdido nos meus próprios sentimentos
afundados pela razão
infundados por razão
discutindo o melhor caminho.
Emoções que batalham,
mas de emoção
não me movo
pelo pouco que sinto
senti
essa batalha talvez nunca tenha sentido.
Afogado em mentiras
pedindo para respirar verdades
guardadas em cartazes
que todos podem ver
mas ninguém deseja ler
pedindo conselhos
para amassar
e me confortar,
desumilde.
Me mostre como se vive
não procuramos as mesmas coisas
mas talvez tenhamos interesses em comum
você parece gostar da situação
não me incomodo
apenas continuo
como sempre sou.
Não me importo
continuo a escrever todos os meus milhares de livros
de uma só página
não me importo com mais nada
jogo gasolina em tudo que fiz
e espero a faísca...
trágico.
Torcendo pela sua pena
agindo de surpresa
pegue toda sua expectativa e jogue no lixo
tudo que espera de mim
não é o mínimo que faço
você me subestima
enquanto deveria superestimar
você me vê jogado
e no final eu subestimo você.
Não quero mais o final feliz
não trabalho por objetivos
apenas quero desfrutar
cada momento
e ver tudo e todos
morrendo e sobrevivendo
miseravelmente
enquanto acham que estarei na linha de frente
estarei apenas aqui
de longe
tomando minha dose
de sarcasmo
apenas assistindo
os seus castelos malfeitos
desmoronarem ao meu sopro
rindo,
com um toque de pena, desgosto
e prazer.
e confundo à todos
nada explico
apenas desminto o pouco que sabia
sabiam
e agora ninguém mais sabe
nunca souberam na verdade
não precisam saber
a ilusão prova seu valor.
Perdido nas minhas próprias incertezas
afundadas pelas mágoas
que causei
e que me foram causadas
não há perdão que redima
o que nos foi feito
apenas levante-se do chão
seus joelhos estão sangrando.
Perdido nos meus próprios sentimentos
afundados pela razão
infundados por razão
discutindo o melhor caminho.
Emoções que batalham,
mas de emoção
não me movo
pelo pouco que sinto
senti
essa batalha talvez nunca tenha sentido.
Afogado em mentiras
pedindo para respirar verdades
guardadas em cartazes
que todos podem ver
mas ninguém deseja ler
pedindo conselhos
para amassar
e me confortar,
desumilde.
Me mostre como se vive
não procuramos as mesmas coisas
mas talvez tenhamos interesses em comum
você parece gostar da situação
não me incomodo
apenas continuo
como sempre sou.
Não me importo
continuo a escrever todos os meus milhares de livros
de uma só página
não me importo com mais nada
jogo gasolina em tudo que fiz
e espero a faísca...
trágico.
Torcendo pela sua pena
agindo de surpresa
pegue toda sua expectativa e jogue no lixo
tudo que espera de mim
não é o mínimo que faço
você me subestima
enquanto deveria superestimar
você me vê jogado
e no final eu subestimo você.
Não quero mais o final feliz
não trabalho por objetivos
apenas quero desfrutar
cada momento
e ver tudo e todos
morrendo e sobrevivendo
miseravelmente
enquanto acham que estarei na linha de frente
estarei apenas aqui
de longe
tomando minha dose
de sarcasmo
apenas assistindo
os seus castelos malfeitos
desmoronarem ao meu sopro
rindo,
com um toque de pena, desgosto
e prazer.
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