sábado, 18 de setembro de 2010

My last Resort.

Faço o possível
para expressar tanto
o pouco que sinto

Não faço isto por recompensa
apenas por prazer
e salvação

Salve-me
tenho medo
de mim.

Canto músicas sem letras
e dito ritmos de poesias
tudo que digo é complexo.

Mas quando transformo
tais sentimentos em palavras
através da minha antiga caneta.

Me acalmo
e posso dizer que,
sim, estou feliz.

Não corro atrás do certo
atuo obliquamente
distribuindo espetáculo.

Gosto da plateia
mas de poucos dela
gosto de você, você e você.

Jogo estas palavras ao vento
esperando que alguém as veja
e sintam a utilidade delas.

Inútil para você,
pra mim,
mas não para ele e ela.

Não crio
desmonto
e remonto.

Textos quebrados
partidos em mil
por diversos.

Me pergunto
se vocês podem sentir
o mesmo que eu.

O sentimento que ponho
em cada vírgula, ponto e letra.
está sentindo?

Espero que sim
está é minha última esperança
já que,

Dividi minha alma
em textos
esperando por isto. 


este é meu último recurso.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Decepção

Escrevo,
não conto verdades
nem mentiras,
opiniões fúteis.

Desminto
digo
e repito.

Fico parado,
Tentando ouvir o silêncio
que já é tão difícil
e absurdo.

Sendo gentil
com aqueles que na verdade
desejo a morte.

Fingindo ser
tudo que não sou
fingindo saber
tudo que na verdade sou.

Realidade escondida
dentre milhares de mentiras
complicadas de se ver
aos olhos de um leigo.

Escondendo palavras
Acrescentando vírgulas
em uma caixa
perdida na solidão.

Já não sei se tudo que sou
é o suficiente para a rendição
ao pouco que você é,
vejo o futuro
e não sei se desejo impedi-lo.

Não consigo enxergar a verdade
nos teus olhos
não sei se é teu corpo
ou tua mente.

Tudo que sinto é uma miséria
nada é representado
você me diz coisas sem pensar
que me doem
e eu já não sei o que dizer,
fazer.

Sou,
faço,
tento,
nada do que digo
representa tudo que sinto.

Humilde,
mesmo assim
pelo que vejo
estarei esperando
de braços cruzados
cantando a vitória
que nada representa
que não tem bem algum
mas que é inevitável
se não começar a me ouvir
tudo estará fardado
a...

Decepção.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Carente

Carências loucas as minhas
mas tão comuns
sinto-me assim
necessidades bestas
mas que me fazem tanta falta
como o ar que respiro.

Aos poucos
estas privações se tornam
obrigações
e a partir daí
serei uma pessoa mais feliz.

Carente,
de carinho
e não carícias.

de atenção
e preocupação

de hesitação
e não excitação.

Carente,
de amigos
e silêncio.

Medos
e imprudências.

Carente,
de areia aos pés
e sal no corpo.

ideias
e loucuras.

Carente,
de bom humor
e respeito.

de solução
e precaução.

Carente,
e não falo quanto ao meu corpo
falo quanto a minha mente,
extremamente carente.