sexta-feira, 6 de maio de 2011

Icy.

Passei o dia todo
pensando em muitas coisas e
eu tinha perdido esse costume.

Custava ela entender
que eu só queria falar
sozinho?
Sou novo no ramo e
ainda não acostumei com
a ideia do que
tenho em mãos.

No carro,
na rua,
na casa do colega,
na avenida principal
e no mercado.

As pessoas acham que é
mentira, mas
as mentiras que eu conto
elas acreditam;
Não acho que seja tão difícil
entender o que eu digo,
mas tudo bem.

O telefone não parava de
tocar e as
pessoas não paravam de
me elogiar.

Isso tudo me cansava, mas
eu tinha de me
acostumar.

Criticava tudo
sem parar e
o seu perfume ainda
me deixava entorpecido.

Meu jeito de
agir e de falar
estavam diferentes e
até meus olhos estavam
mais escuros, serenos e
penetrantes.

Canela e
laranja;
Melancia e
banana;
Rosas e
Narcisos.

A despedida
com aquela música foi
deveras engraçada e
bucólica;
É difícil explicar, mas
esse é o tipo de coisa que eu
gostaria de fotografar.

Passei a noite toda pensando;
No quintal,
na garagem,
na sala,
no quarto,
na cozinha e
no banho.
Fiquei pensando, muito,
em muitas coisas;
Troquei ideias com
os espelhos e
com os azulejos embaçados do
meu banheiro, mas não
foi nada de útil
eram só
pensamentos









...Frios.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O original.

Zeros pintados no chão;

Azul gelo;

Banho de menta;

Homossexuais repetindo as letras das músicas;

Personalidade cafajeste;

Dezesseis graus;

Perguntas idiotas na mesa;

Qualquer coisa menos dó ou insegurança;

Ignorância, de graça;

Poder e indiferença.

Se eu quero jogar?...

Eu inventei o jogo;
Eu dito as regras;
Eu não aceito
perder.

Sua vez,
eu já fiz
a minha jogada.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Boa noite.

Ataduras,
bandagens e
ele pegou o telefone
pra ligar pra ela às
cinco e quarenta da madrugada.

Uma chamada perdida no
seu celular e
ele andava de um lado
pro outro
preocupado com o excesso
de sangue que tinha
no chão da sua casa.

Tivera que dirigir
devagar,
enquanto queria claramente
passar dos limites
de velocidade e
passar por todos os faróis verme-
lhos do mundo.

Ela retornou sua
ligação e
um cigarro agora
deixaria a cena
bem cinematográfica.

Ela disse umas palavras
banhadas com sono que
o desviaram do assunto
por um momento,
ele se apoiou
no capô do
carro enquanto
um travesti lhe pedia duas
de dez.

Dormiu bem tarde e
acordou mais tarde
ainda, ligou pra ela
e falou com ela
o dia todo
e a noite
toda também.

Acordou bem cedo
com um telefonema e
tentou dormir
de novo e
voltar pros seus sonhos
que tinham sangue
e traição.

Acabou percebendo que
memórias ruins
tendem a apagar as
boas e
isso o deixou meio
chateado.

O segurança da
farmácia e
o bêbado no hospital.

Ah,
essas coisas só acontecem com ele.

Não queria
ter a fama
que andava levando e
pensou algumas vezes
em desistir.

Sentiu coisas que
não costumava sentir e
sua indiferença
corroía muitas coisas
que talvez ele devesse conservar, mas,
ele não ligava muito pra
isso também.

Pegou o caderno novo e
rabiscou mais umas páginas e
escreveu mais uns textos
e escreveu mais e
escreveu...






E dormiu.