quarta-feira, 4 de maio de 2011

Noventa e quatro.

Brigas e
dezenas de pessoas
tristes ou irritadas;
Crianças chorando e
uns caras com livros
de autoajuda, um recado:
Não existe essa tal de
esperança pra vocês.
Maldita seja a espera e
a obrigação de
interação social.

Ah, como eu odeio hospital...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cacos de vidro.

Não o culpo, mas
também não
o protejo mais, ele me disse
que estava feliz assim e
descontou sua angústia no álcool e
no meio da embriaguez
pintou o clima com pânico e
desespero.

Parabéns papai, você
pintou a casa de vermelho.

domingo, 1 de maio de 2011

O rei dos bobos, o contador de histórias.

Eram sete da noite
e eu
já tinha começado o
dia errado.

Olhei nos olhos dela e
sinto sempre uma
angústia, não sei.
Não lido muito
bem com isso, mas,
fui o melhor
companheiro que podia ser e
achei que me orgulharia disso
depois.

Ele chegou,
estressado, com mil e
uma coisas na cabeça e
desmereceu tudo
que eu já tinha feito, mas,
não tiro a razão dele e
até aceitei o pedido de desculpas depois.

As vezes as pessoas acham
que é fácil sorrir,
simplesmente.

Eu não minto, disse coisas
que não deveriam ser ditas e
ainda mastiguei muitas
palavras, e a
minha boca ficou amarga
com o gosto ácido,
sempre muito ácido,
das minhas palavras.

As vezes,
quem olha as coisas de fora
tem uma noção errada
de todas as coisas.

Fucei e
juntei uma dúzia de moedas,
liguei o computador
para como todo bom
criminoso, pedir a
minha ligação;
Saí de casa,
sem ter comido nada e
olhando pra baixo,
achei que seria mais uma noite
solitária no meio
do nada, mas eu estava
enganado.

Foi uma noite
como muitas outras e
fiquei conversando de
muitas merdas e
mostrando meu excesso
de confiança, meu narcisismo
pra cima de todos os outros.

Mais tarde, um telefonema
e eu queria mostrar dezenas
de coisas que
não pude e
sempre me dói um pouco
quando eu tenho que
assassinar meus
sentimentos,
queria mais palavras, mais
segurança e
queria me sentir mais perto
do que me agradava e
poder esquecer o que me
incomodava, mas,
não foi bem como eu tinha
planejado nas minhas
esquetes.

Não a culpo, sei
desde um bom tempo
que não tenho
direito a isso,
estava escrito no
contrato quando
eu quis assinar;
Demorei muito pra ler
as linhas miúdas.

Peguei o carro e
pra variar
fui correr por aí, pra
esquecer do que me incomodava;
Quase cento e cinquênta
naquela ponte e recorri
a uns vícios
que ela não gosta muito, mas,
me desculpe... Eu precisei,
sou um cara fraco, apesar de tudo.

Quando cheguei em casa
minhas pernas estavam doendo e
meu pé sangrava, mas,
quando o dia está ruim
há sempre uma brecha
pra algo pior acontecer.

Comecei a
pensar de mais e
já eram cinco e quarenta e cinco
da manhã.
E eu, o rei dos bobos,
conversava com a rainha
deles;
Os dois mentindo
só pra não dar o braço a torcer,
estavamos sendo falsos
com nós mesmos, mas,
o sono nos permitiu
uma carta de confissão.

A guria
que eu mal conhecia
me disse coisas bem
pessoais e
me perguntou
sobre aquela história
que se passou, eu avisei:
- Sou um péssimo contador de histórias...
Mas ela disse que eu podia
tentar.

No fundo eu precisava
de ombros e ouvidos, mas,
não queria admitir e
por ela ter
me dado o que eu queria
de bom grado, agora,
ela passeia pelas linhas tortas do meu texto quebrado,
que hoje está molhado.

Fiquei uma hora
escrevendo, no mínimo
e contei todos os detalhes, mas,
sem problemas, ela é virginiana,
adora
detalhes.

Fui escrevendo e repensando e
meus repensamentos
me confortaram muito,
o suficiente pra conseguir
ter uma ótima noite
de sono, até
uma brincadeira idiota, mas
não vou julgar ninguém.

Brigas,
confusões,
delírios e
meu time perdeu, mas,
tudo bem.
Eu aceito os dias ruins, assim
como na semana passada
aceitei um dos melhores
da minha vida e
vou tentando viver outros melhores
um dia de cada
vez.

Eu avisei...
Sou um péssimo
contador de histórias...