quinta-feira, 14 de abril de 2011

Adeus.

Uma vela apagada, caída e
um sentimento um tanto quanto
normal, sádico e assustador.

Vivendo em um mundo
sem luz e este destino é
de todos e é
para todo sempre.

Acreditando em
memórias mal escritas e
crendo em um
credo mal
rezado.

O carro preto estava lavado e
tinha novos adesivos, ele
estava mais caro e eu
era o culpado, mas
o que não entendo é
porque me desejaram anos,
muitos anos de vida se nem
era o mês do meu aniversário.

Vivo com saudades, todos
vivem e somos todos
apenas conservadores
saudosistas e
a nossa saudade está escrita
e está muito mal escrita.

Era um filme bom,
uma pena que eu não tenha
querido ouvir a sua
trilha sonora.

Era um bom filme,
uma pena que eu não tenha
querido ouvir a sua
história até o fim.

Os mesmo medos, nas
mesmas horas e todos
os sentimentos que ninguém
suporta, mas,
que todos desejam.

E a minha certeza e a
sua certeza, são só
uns lixos baseados em
incertezas.

A minha pergunta e
o seu silêncio disseram
tudo que eu não queria saber, mas
isso ainda está por ser.

O final da minha poesia
mal escrita já está escrito e
está por ser mudado ou
talvez eu o deixe como está
talvez eu queira tudo
como está.

O sol, a neve e
uma vista pro mar.

A areia, a lua e
uma garrafa a se tomar.

Era só um sujeito,
vendo a vida passar
com uma melodia de piano
bem tocada e
um cara citando umas coisas
bonitas.

Um café e
um colar.

Um cigarro e
nem cinco minutos
guardados.

O mesmo enredo e
nem tudo está
perfeito.

Os mesmos erros e
centenas de
pedidos de perdão e
que Deus me perdoe
se eu estiver totalmente
enganado.

Um cético que
sabia rezar e
um orador com
medo de falar.

Um rádio e
uma garrafa de água, os
mesmos livros com
um caderno que eu
abandonei.

Um violão e
um banho de nostalgia.

Era só um sujeito
deitado no sofá e
ele tinha o controle de tudo,
mas não queria mudar.

Peço perdão
à mim mesmo
por não conseguir
me perdoar.

Por favor, que
eu me perdoe por
não conseguir esquecer.

E no fundo,
eu já sabia dessa parte e
a sua indecisão me
fez ser algo pior do que eu
gostaria.

E no fundo, não sei
porque sonho com pessoas
que não deveriam
ser lembradas.

E no fundo,
a minha filosofia
não andou mudando
muito, mas
não quero mais, mas
um dia irá acontecer.

E você sempre acha
que estou falando de você, mas
que tomemos nossa dose
de amor incerto.

E o amor de todos é
indeciso, mas,
eu deveria te-la ouvido.

Não achei que três
fosse muito, mas,
é mais do que
eu posso suportar.

Era só um sujeito
que tudo queria ter,
era só uma história
a se admirar,
era só um Yeti
que mal esperava
para ter algo a amar
e que tinha acabado de
aprender a rimar.



E no fundo,
isso nem foi tão profundo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Beatiful ride.

Uma melodia carinhosa,
um anel de chave e
os prazeres que
eu estava com saudades de
sentir.

Hoje vi os azulejos do
banheiro e o
vidro do banheiro embaçados e
eu estava com saudades disso.

Um filme de comédia,
um pouco de blues e
aquele mesmo jogo
de sempre.

Quinze minutos no
carro, suando frio, mas
eu sei que amanhã
vou querer mais uma dose,
mesmo sabendo que não posso.

Umas lágrimas e
tive a canastrice de
sair contando que
a fiz chorar.

As risadas, as
muitas risadas e
o garçom fazendo graça
com o nosso amigo tímido.

As risadas, foram
meu combústivel
para ir até o canto
da cidade que tinha
os ônibus queimados.

Uma pausa
para a nostalgia.

E aonde diabos
você foi parar?
Gostaria de te ver
e te contar tantas e
tantas coisas e
todas vez que lembro disso
fico triste.

Procurando nos olhos
de qualquer uma
um motivo para
acreditar.

As dores no corpo ainda
doem, mas eu arranjei o
espelho do banheiro para
me confortar.

Tirei aquele urso da
minha cara e
toda essa confiança me permitiu
aumentar ainda mais meu
narcisismo, mesmo baseado
na lixa na cara.

Umas músicas acústicas
bem idiotas, mas
o refrão me encanta
bastante.

Umas instruções,
um meio arrependimento que
foi apagado com o terceiro cigarro e
minha consciência grita
que estudar não é somente trazer
os livros pra minha
escrivaninha.

Acho que isso
vai ser o mais próximo
que eu vou chegar, mas,
isso ainda é só
uma peça de tudo,
enfim, ainda tenho uns dias de
vida e uns dias sóbrio também, eu
nem bem sei mais o que estou dizendo e
é melhor eu ir dormir, antes que
essa sensação passe e
antes que o refrão dessa música
saia da minha cabeça e
se você quer mesmo saber
até que eu ando gostando
disso tudo, com
ou sem, acho
que finalmente entendi o que
aquela expressão
queria dizer, é uma pena que
eu ande usando somente com
o espelho,
é preciso se amar,
mas não amar só a si mesmo.

Isso é sobre um garoto
que aprendeu a viver.

Isto é sobre uma boa caminhada,
uma caminhada difícil, é sobre uma
bela estrada.

Música,
amigos,
família e
dividir bons momentos.

Um sonho,
uma flor,
um telefonema e
uma boa noite.

domingo, 10 de abril de 2011

Roberta.

Pela primeira vez,
não sei como começar a escrever e
escrevi o final antes, porque o final
é prevísivel, mas o começo
eu já nem lembro há quanto tempo foi.

Eu lembro de uma ruiva, dos
cabelos encaracolados até a cintura.

Ela tinha uns amigos e
fazia seu irmão andar mais
rápido do que suas pernas
podiam.

Ela tinha outro pai, mas
mesmo assim amava o seu irmão,
mas mesmo assim amava seu padrasto e
mesmo assim sempre apoiou
o que sua mãe dizia.

Ela gostava de dormir ouvindo músicas,
rezava todas as noites, estalava os dedos e
ouvia legião urbana, capital inicial e
aerosmith.

Eu lembro de uma ruiva, dos
cabelos encaracolados até a cintura.

E ela via uma novela, todos os dias
que passava umas cinco e meia e
seu irmão acabava vendo junto e
as vezes eles até jogavam
aquele jogo simpático dos
macaquinhos.

Ele fazia natação e
ela academia, desta parte lembro
de um certo dia que
prefiro não comentar, mas
os pais dela ficaram extremamente
nervosos desta vez.

Eu lembro da igreja, lembro
do formigueiro e
da eva, que deu aquele
estojo com um milhão e
meio de lápis de cor.

Lembro do shopping, comprando
umas camisetas que a mãe dela
brigaria depois pela falta
de tecido.

Lembro do macarrão sem molho
da panela na testa e
do soco no nariz.

Mas mesmo assim, ela
sempre quis o melhor
pra mim e
sempre desejou o meu
bem.

Lembro que ela ficava diversas horas
no telefone,
lembro do parque de diversões e
de um natal ou outro.

Lembro do cara da
bicicleta, lembro das corridas
até em casa da
segurança que você passava
de noite.

Lembro das brigas e
dos foras, das piadas
e das tardes tediosas.

Lembro dos gritos, da
raiva, das risadas, dos
beijos, dos momentos, do quarto,
dos amigos, dos primos,
dos livros e dos passatempos.

Lembro das duas vezes
que eu precisei chorar e
lembro que o lugar mais seguro
e confortável do mundo
sempre foi seu ombro.

Eu lembro...
Lembro de uma ariana,
ruiva e temperamental,
dos cabelos encaracolados.

Lembro das bolachas,
dos estudos,
das broncas,
das implicâncias, das chatisses,
do strogonoff e
do sofá na cara.

Quando eu deixei de ser criança
pude entender o quão magnífica
você sempre foi e
pude me redimir, sendo o
menos pior que eu podia ser.

Sempre gostei, sempre
admirei e sempre
tive o maior orgulho possível.

Pois mesmo quando
eu era só um gurizinho,
eu já sabia que você
estaria comigo para sempre e
que isso se chamava amor e
era o mais sincero possível.

Prestígios à
mãe das minhas sobrinhas,
a minha única e
suficiente
irmã.

E os meus parabéns
à sua nova década
atrasados.

Tinha prometido nunca dizer
o nome de uma pessoa
nos meus textos, mas
juro que não consegui
achar um adjetivo que
fosse perfeito o suficiente
e o seu nome, pelo menos
pra mim,
é um adjetivo que
expressa todas as suas qualidades e
até os defeitos, que eu até
gosto.